quarta-feira, 26 de março de 2008

Esqueci de algo importante!

Oi pessoas!

Puts... esqueci de deixar o texto da próxima aula, o Módulo 2 dos famosos Primórdios, no xerox... e não estarei em Campinas pelo resto desta semana.
Contudo, deixo ele aqui no blog para puder e quiser ir lendo; é só seguir o link abaixo:

http://www.mediafire.com/?tydwucqbd0k

Mesmo assim, vou dispensar a leitura para segunda-feira, e farei então uma introdução e contextualização do texto.
Lembro a vocês que nesta mesma segunda (dia 31/03) tirarei as dúvidas dos exercícios do cap. 6; então, tentem fazer para depois me levarem as dúvidas.

Uma última coisa: por favor, quem ver o blog (se é que alguém vê...), avise as outras pessoas.

Obrigado e até mais!

Nomes próprios

Oi pessoal!

Para quem quiser saber mais sobre nomes próprios e seus mecanismos de referência, se aprofundar na tramas da rede e acertar o arpão (metáforas da filósofa e lógica Susan Haack), o link abaixo pode ser um bom começo:

http://plato.stanford.edu/entries/reference/

Extraído da Stanford Encyclopedia of Philosophy, o texto de Marga Reimer cobre boa parte das questões e propostas feitas no âmbito das teoria sobre o que é referir e como se dá a referência. No mesmo site, aliás, riquíssimo em texto introdutório e muito bons, é possível encontrar as seguintes entradas:

http://plato.stanford.edu/entries/descriptions/

sobre descrições definidas, e

http://plato.stanford.edu/entries/rigid-designators/

sobre "designadores rígidos", um conceito sobre o qual depois você me conta na aula!

Até mais!

Slide

Oi pessoas!

No link abaixo, o slide da aula sobre orações relativas e advérbios.

http://www.mediafire.com/?gqwx4b0lpdt

Boa diversão!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Slides da aula de 24 de março

Oi pessoal!

Devido a problemas de internet, só agora consegui postar os slides da aula que tivemos hoje, dia 24/03. É só seguir os links abaixo:

http://www.mediafire.com/?zlvefs0mnhj

http://www.mediafire.com/?azwfddvmmc2

Até mais!

terça-feira, 18 de março de 2008

Mais um slide para 19/03

Olá pessoal!

A aula de amanhã terá dois slides e eu esqueci de postar o segundo no último post, por isso escrevo este aqui.
O slide, como de costume, está no link abaixo:

http://www.mediafire.com/?svyycxbxmgn

Até amanhã!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Adiantando um pouco...

... no link abaixo, o slide para a aula de quarta-feira, dia 19/03.

http://www.mediafire.com/?y12zwdsmybw

Até mais!

domingo, 16 de março de 2008

Slide da aula de 17/03/08

Oi pessoal!

No link abaixo, o slide para a aula de amanhã, dia 17/03:

http://www.mediafire.com/?9egnyamtfwt

Amanhã vou aproveitar também para tirar dúvidas dos exercícios, ok?

Até lá então!

sábado, 15 de março de 2008

Bumeranges, estilingues e catapultas

Não, este post não é sobre armas ou sobre matar passarinhos, mas sim sobre um importante argumento da filosofia da lógica e da filosofia da linguagem que leva um nome parecido. A idéia de chamar o argumento em questão de argumento do estilingue vem do fato de que, assim como o estilingue é algo extremamente simples, mas que pode causar um grande estrago, este argumento também é simples e, se estiver correto, pode causar um grande estrago.
Não vou falar mais sobre ele aqui. Os links abaixo podem dar uma idéia do que se trata; em aula veremos mais sobre esse assunto.

http://en.wikipedia.org/wiki/Slingshot_argument

http://plato.stanford.edu/entries/facts/slingshot-argument.html

http://plato.stanford.edu/entries/facts/index.html

Até mais!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Eta chuvinha infeliz!

Chove incansavelmente nesta quinta-feira, dia 13 de março, em Campinas. Para quem está em casa, uma boa idéia pode ser navegar pela rede, e por que não navegar por páginas de interesse para um semanticista. Tenho duas boas dicas, mais para quem gosta de filosofia da linguagem, mas que pode ainda assim agradar a todos.
A primeira dica é a página Semantics Archive, na qual é possível encontrar textos que tratam de problemas semânticos, escritos por alguns dos principais semanticistas em atuação. É possível fazer download gratuito de todos os textos. Aproveitem!

http://semanticsarchive.net/

Uma outra dica bacana é o site "Philosophy Talk", no qual é possível ouvir os dois filósofos da linguagem John Perry e Ken Taylor entrevistando, a cada semana, um filósofo diferente sobre uma tema distinto. Para o semanticista, há tópicos sobre verdade, mente e linguagem, linguagem e ação, etc.
O programa é bastante divertido, recheado com piadas e insights bacanas. Vale a pena conferir!

http://www.philosophytalk.org/

Até mais!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Um comentário bem interessante!

Olá pessoas!
Recebi um comentário bem interessante no último post, e vou colocá-lo aqui na íntegra e respondê-lo. Não sei se por falta de familiaridade minha com os blogs, ou por algum outro motivo, não consegui identificar quem fez o comentário (nos próximos, identifiquem-se, por favor!). Mesmo assim, espero que quem fez o comentário não se importe de eu publicá-lo como post e respondê-lo aqui.
O comentário é:

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Êê. Um blog!

Já que eu apareci de curiosa, vou aproveitar pra perguntar algo q pensei na aula. : )
Por exemplo, aqueles exemplos da maçã e do professor de física[ duas maçãs na mesa/ dois professores de física, se não me engano]. Então, se eu tivesse um chocolate Hershey's ou qualquer outro que seja considerado bom [eu quero dizer de marca] e um outro que fosse "sem marca". Aí falo pra uma pessoa pegar O chocolate. Mas isso não faz com que ela me traga os dois [por existirem dois] ou q me pergunte qual, se ela tiver entendido que eu quero,digamos, o bom, o melhor, ou qualquer coisa do gênero. [isto é, se eu acreditar q ela me entendeu de algum modo ou q ela seja viciada em chocolate e partilhe da mesma opinião]. Então, dá pra fazer uma análise dessas ou seria estritamente ligado ao modo que se pronunciasse o 'O'?

Escrevi um monte..
até!

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A questão levantada é realmente ótima!

Ora, se tem só dois chocalates na mesa, e os falantes, João e Maria, reconhecem que o chocolate A é bom e o B é ruim, se João diz para Maria:

- Pega o chocolate pra mim!

É bem provável que a Maria não vai ter dúvida: vai pegar o chocolate bom pro João!
O problema é que tal situação entra em conflito com o que vimos em aula, ou seja, que usar o artigo definido singular (o, a) traz consigo a pressuposição de que existe um e apenas um referente possível, e que uma sentença só feliz se suas pressuposições forem preenchidas ou satisfeitas. Assim, uma descrição definida, que nada mais é do que o artigo definido combinado com um nome comum, só será boa num contexto em que a pressuposição que ela carrega, i.e., ter um e apenas um referente no contexto em que a descrição definida é proferida, for satisfeita, ser verdadeira.
No nosso contexto, há dois chocolates na mesa... como então consigo entender a descrição definida? O pedido de João deveria causar estranheza ou então a pergunta "Qual deles?".
Vamos ignorar o caso, por ora, em que há a estranheza e a pergunta por parte de Maria "Qual deles?"; vamos supor que a Maria pegue o chocolate (o bom, é claro!) para João. Como entender o que acontece aqui?

Pode ser que a semântica que atribuímos à descrição definida esteja errada, e que a pressuposição de univocidade (ter um e apenas um referente no contexto em que é pronunciada) seja muito forte.
Porém, antes de passarmos a essa alternativa radical, procuremos entender melhor o que se passa e como funciona essa tal pressuposição.
Antes de mais nada, precisamos estar claros sobre o que se entende por contexto e o que se entende por único referente possível.
Por ora, o contexto deve ser entendido como: aquilo que envolve perceptualmente os participantes de uma conversa, ou seja, o que eles podem ver, ouvir, sentir e que sabem que todos estão vendo, ouvindo, sentido. O contexto também é formado por aquilo que os participantes de uma conversa sabem que os outros participantes sabem. Parece complicado, mas não é.
Um exemplo: na próxima aula, eu entro na sala e pergunto:

- Fizeram os exercícios?

Ora, eu poderia me referir a quaisquer exercícios possíveis, não é? Mas, como eu sei que você sabem que é dia de entregar exercícios, e quais eles são, ao usar a descrição definida plural "os exercícios" obviamente eu me refiro aos exercícios que vocês tem que entregar (e que vocês sabem que tem que entregar, e eu sei disso).

Essa consideração já é uma pista para o que devemos entender por (único) referente possível. Ser o único referente possível pode significar simplesmente aquele que se destaca num contexto. Se tem duas crianças vestidas iguais, e uma delas se levanta e vem pra perto de mim, se eu disser:

- Eu gosto dela!

Vocês sabem obviamente que eu estou falando da criança que levantou, quem vem pra perto de mim e que, portanto, está saliente, destacada no contexto.
Mas a saliência não precisa ser necessariamente desperta pelo contexto perceptual; ela pode ser também dada por informações compartilhadas. No nosso exemplo do chocolate, se Maria sabe que João gosta do chocolate bom, e sabe que ele não pediria para ela pegar o chocolate ruim, que ele não gosta. Saber o gosto do João por chococaltes, nesse caso, pode funcionar como um restritor de referentes possíveis - só valem os chocolates que o João gosta. Se for assim, o pedido de João pode ser interpretado por Maria como:

- Pega o chocolate que é bom / o chocolate que eu gosto pra mim!

Assim, dada essa interpretação que Maria pode atribuir ao pedido original de João, que era "Pega o chocolate pra mim!", temos uma outra descrição definida possível, "o chocolate que é bom" ou "o chocolate que eu gosto", e qualquer uma delas tem apenas um referente possível, que é o chocolate A.
Isso levanta a questão: não será toda e qualquer descrição definida uma forma contraída de uma descrição definida mais pormenorizada?
Exemplo: alguém, na aula de semântica, diz para um outro aluno interessado no material do curso:

- O livro é legal!

Ora, claramente a descrição definida "o livro" está por algo como "o livro que o professor usa/adota, etc". De onde vem esse "enriquecimento" da descrição definida? Essa é uma questão em aberto, que já é alvo de inúmeras tentivas de resposta. O que sabemos é que esse tal "enriquecimento" claramente não invalida a idéia da pressuposição, pois justamente ajuda a explicitá-la.

Antes de terminar, duas observações:
1) nem todos concordam que há uma pressuposição ligada às descrições definidas; para alguns, a tal pressuposição de univocidade está na forma lógica dos artigos ou das descrições definidas;
2) como dissemos, apesar de quase todos concordarem que há algum tipo de "enriquecimento" na interpretação das descrições definidas, não há um consenso sobre como ele funciona.

Espero que tenha ajudado um pouco.

Por favor, postem mais dúvidas e comentários!

Texto para aula de 17/03

Olá!

No link abaixo vocês poderão encontrar o texto para a aula de 17/03. Trata-se do primeiro texto de um manual de semântica desenvolvido pela profa. Roberta Pires de Oliveira, da UFSC, e que tem também, em alguns momentos, minha partipação. A idéia é apresentar neste primeiro texto os primórdios de uma teoria semântica para as línguas naturais. Os próximos módulos tratam, respectivamente, do sintagma nominal e do sintagma verbal, e ainda pretendemos escrever sobre modalidade e pragmática.

Boa leitura!

http://www.mediafire.com/?wjlbz2md22y

terça-feira, 11 de março de 2008

Slides do curso

Aos alunos e interessados: nos links abaixos estão os slides relativos às primeiras aulas. Pode ser um material de apoio para estudo, simples conferência ou qualquer outra (eu acho...).

Slide 1 - referente ao primeiro capítulo do livro de Semântica de Gennaro Chierchia.

http://www.mediafire.com/?omzmjjuwvgk

Slide 2 - referente ao segundo capítulo do livro de Semântica de Gennaro Chierchia, em que tento mostrar a conservatividade e também uma gramática modelo de forma (um tanto) didática.

http://www.mediafire.com/?ndy0zgtzzm2

Slide 3 - referente ao quarto capítulo do livro de Semântica de Gennaro Chierchia. Aqui são exploradas os chamados "nexos de significação", como acarretamento (conseqüência), pressuposição, contradição, etc.

http://www.mediafire.com/?jyehzzbbqyk


Por favor, reportem qualquer erro!

Como não podia deixar de ser, primeiro post...

Este blog é dedicado à experiência de ensinar Semântica Formal das línguas naturais na condição de bolsita PED (minha atual condição), na Unicamp. Algumas coisas serão apresentadas aqui, e também penduradas para quem quiser baixar.